sexta-feira, 3 de junho de 2011

FASHION RIO FASHION RIO!! ! uiuiuui



"Thaís! você não vai falar do Fashion Rio??? Como assim menina?!"

OK OK ... vou falar de Fashion Rio sim, afinal estou aqui babando em todos os desfiles, por que não dividir né?
Mas não foi só a Fashion Rio que agitou a cidade esses últimos dias. Tivemos no dia 24 de maio a 18ª  edição do Fashion Business na Marina da Glória, que estimulou um debate sobre o mercado da moda e a valorização do produto artesanal, sustentável e tipicamente brasileiro (ai como queria ter participado!). Dia 30, foi dada a largada para a temporada 2012 do Fashion Rio, no píer Mauá, com o Rio-à-Porter, o salão de negócios do evento - que por sinal apresentou desfiles lindos. Um dia antes, aconteceu a 14ª edição do Prêmio Rio Moda Hype que apresentou tendências da próxima estação, contando com novos talentos cariocas. E o que eu mais gostei nesses últimos dias? Ah gente, eu vou ter que falar né...

Adorei o tombo da Ana Claudia Michels! 
- Nossa Thaís, que horror, você adorou o tombo da moça???
- SIM!!
Mas sabe porque pessoal, achei linda a atitude da amiga modelo Ana Beatriz Barros. Vocês ja repararam no tanto de modelo que cai, escorrega, tropeça etc e ninguem faz nada? ? as outras modelos passam reto e fingem que não viram. Mas também, só podia ser com essas duas beldades né? Veteranas, experientes, lindas e depois disso, muito fofas. PARABÉNS PELA ATITUDE! Isso é pra todos verem que por mais experiência que você tenha no assunto baby, não adianta, todos estão propensos aos escorregões da vida (nossa, que profundo).

Ana Claudia Michels no chão e Ana Beatriz Barros dando um help 

 
 Já que comecei falando da Blue Man que se apresentou no terceiro dia, nao posso deixar de falar da Lea T. a transexual que precisou esconder o brinquedinho para tras para usar os biquinis da marca.



Lea T. para Blue Man

Confesso que não gostei muito não. Ela estava muito tensa e nervosa e isso fez com que ela se destacasse entre o restante dos modelos que estavam lindos e firmes. Só um comentário ué.


No primeiro dia (30 de maio) desfilaram: Alessa, Acquastudio, Melk Z-Da, Patachou e 2nd Floor.



Amei o rabo de cavalo da Melk Z-Da



Amei a sandália da Patachou


Mulher elegante da Patachou

Gostei da cartela de cores da 2nd Floor e da histórinha Grécia + Rock and Roll


Segundo dia (31 de maio) - Totem, Salinas, Espaço Fashion e OESTUDIO.



AMEI a coleção da Totemm com suas cores fortes, estampas e rendas maravilhosas


Isabeli Fontana para Salinas - coleção bem brasileira meiiiissxxmo aê


Espaço Fashion com cores fortes e movimento


Roupa para todas as horas. É assim que defino a coleção OESTUDIO. Conforto puro e cores lindas




Terceiro dia (1 de junho) - Ágatha, R.Groove,. Coven e Blue Man


Muito branco na coleção da Ágatha. GOSTCHEI!


Surfe, verão e natureza em peças de alfaiataria despojada da R. Groove. Amei as cores




Me disseram que a Coven tem referências na Índia. Não encheu meus olhos.


Quarto dia (2 de junho) - Filhas de Gaia, Coca Cola Clothing, Maria Bonita Extra, Têca e TNG


Filhas de Gaia com suas cinturinhas marcadas não me encantou como eu estava esperando. Só gostei do azul

Olha só quem foi a musa da Coca Cola Clothing! Olivia Palermo, acho ela tão fofa, mas.... Bom, deixa pra lá
 
Maria Bonita Extra sempre linda e leve



Adorei o clima étnico que a Têca foi buscar na África. Uma misturinha sofisticada com as estampas e cores

Gente, desculpa, mas preferi pular o desfile da TNG, OK?


Quinto dia (3 de junho) - Andrea Marques, Triya, Herchcovitch, New Order, Giulia Borges e Lenny

Último dia (4 de junho) - Walter Rodrigues, Nica Kessler, Cantão, British Colony e Ausländer 


Assim que conseguir posto mais sobre o evento, certo people?!

Beijinhos

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Fitar a alma



O orgulho de Dijon. William John Hennesy, 1879.
 
Cada vez mais vejo pessoas se inibindo do mundo social. Pessoas trancafiadas em seus mundinhos com seus fones de ouvido, seus smartphones da vida, somente aumentando suas amizades virtuais. Tenho medo disso acontecer comigo também, e eu me tornar uma netmaníaca e não conseguir ensinar aos meus filhos como se relacionar com as pessoas, como olhar nos olhos, desejar bom dia, sorrir ao ver o outro passar, dizer muito obrigada e por favor (é, as pessoas estão esquecendo as palavrinhas mágicas). Elas ficam indignadas quando o outro lhe faz uma pergunta ou começam a puxar papo "Nossa! O que é isso? Invasão de privacidade???" Meu Deus! o que está acontecendo??? Desde quando querer saber se a pessoa está bem, querer conversar, dar atenção é invasão de privacidade, não posso achar isso normal... NÃO PODEMOS!
Outro dia recebi um e-mail que relembrava a época (nossa, olha eu super caduca falando de épocas passadas... mas é que já faz tanto tempo que nao vejo isso que ficou com cara de século passado) dos anos em que dançávamos de rostinho colado, olhávamos nos olhos, e essa era uma sensação incrível, uma emoção enorme, onde sentíamos o coração bater, sair pela boca... Onde foi parar tudo isso???
Então, para este final de semana vou deixar um exercício. Vamos fitar a alma! Vamos praticar. Você pode fazer este exercício com qualquer pessoa. Diferentes pessoas, diversos resultados. Pode ser um amigo, uma amiga, mãe, irmão, seu namorado, seu marido, sua esposa ou até uma pessoa desconhecida.
Fite a alma: em pé ou sentados a uns 60 cm de distância, olhe profundamente nos olhos de outra pessoa, durante dois minutos, e depois analise os resultados.
rsrs
Estou fazendo isso só para que não percamos o hábito de chegar mais perto de outras pessoas, que isso não se torne uma ato em extinção.

"Estudos revelam que a troca profunda de olhares durante alguns segundos pode produzir aumento instantâneo de sentimentos de estima por estranhos"

Uma sexta-feira maravilhosa a todos e um excelente fianal de semana!

beijinhos,
T.H

sábado, 16 de abril de 2011

LONDRES - BARCELONA

Voltando da Malaysia, já tive que arrumar mais mala. Dessa vez com roupas de frio. Destino: Europa. Saí da Índia no dia 11 de madrugadinha.
Cheguei em Londres. Ahhhhh bela Londres!! Que saudades de você. Que delícia andar por suas ruas, apreciar suas paisagens, admirar os londrinos e a maneira deles se vestirem. QUE DELÍCIA!!! E como eles são educados e gentis. SONHO.


Fiquei hospedada no Mandville Hotel, ao lado da Oxford. TUUUUUUUUDO DE BOM! Principalmente para quem vai a trabalho na área de moda. Perto de tudo. ENLOUQUECI!
Mas no segundo dia, quando eu estava me trocando para me encontrar com um grande amigo, o Marcos, que agora está morando lá (que invejinha), minha coluna TRAVOU! Gente, travou de eu não conseguir mexer o dedão do pé. Entrei em pânico. A sorte é que estava ao lado da cama. Fiquei deitada, enquanto a Thaís que estava comigo procurava ajuda. Chamamos um médico, ia demorar umas 3 horas, então chamamos uma ambulância. Eles chegaram rapidinho e realmente viram que eu não conseguiria me mover. Então eles me deram um gás para respirar. Disseram que é o mesmo que as mulheres grávidas respiram quando vão ter bebe. No começo eu estava com medo, mas depois, quando eu vi que era bom, não consegui largar o negocinho. Eu fiquei meio tonta, parecia que eu ouvia melhor e o meu inglês estava perfeito, rsrsrs, vou ser franca, parecia que eu estava bêbada, um dos mocinhos até me falou: “Se você quiser, pode indicar este gás aos seus amigos”. Sacanagem. Eu  conversava com o pessoal da ambulância, pedia para eles me explicarem o que estava acontecendo , não sabia onde estava indo, aí eu tirava o tubo da boca e  a dor voltava... colocava na boca e SHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH. Era muito bom!  Chegando no hospital eu fiquei deitada na maca. Os mocinhos da ambulância levaram o gás de mim... nosssa, mas eu chorava, “o que vai ser de mim agora???”  eu falava pra eles “Não! Vocês não podem ir! A dor vai voltar!!!”. Peguei na mão de um deles, olhei nos olhos e agradeci.... de coração. Os dois foram dois anjos que cuidaram de mim e me deram atenção o tempo todo! E o que falar da Thaís, tadinha, teve que ficar comigo no hospital um tempão. Fui atendida por um médico depois de 3 horas. E tentamos “adiantar” o processo. “Mocinha, aqui não é como no Brasil ou em Portugal, aqui você é igual a todos, tem que esperar”, me disse uma portuguesa, a Maria, quem me deu os primeiros socorros lá dentro. Ela foi uma fofa. Como eu estava sem o MEU gás, o inglês já não era tão perfeito, então ela super ajudou. Finalmente o médico chegou e me forçou a ficar em pé. “AAHHHH, mas você tá de brincadeira né? Só pode!” Sim, ele me colocou em pé. Minha pressão caiu. Ele chamou a Maria, ela disse para ele o que era melhor fazer, ele me receitou um antiinflamatório por sete dias e DIAZEPAN para eu ficar mais relaxada, pois estava muito tensa, por mais três dias. E se foi...  Pois é, gostaria de entender melhor como funciona esses atendimentos médicos em Londres, fiquei surpresa com o que vi. Em uma cidade como Londres, você ter que esperar  três horas por um médico?? E não importa se você tem plano de saúde ou não. Será que a rainha sabe disso???
No dia seguinte, eu não trabalhei, fiquei no hotel, de repouso. Mas à noite finalmente fui encontrar meu amigo, foi muito gostoso, matamos a saudades, colocamos o papo em dia e dei uma caminhada para destravar.
No dia seguinte já estava boa para continuar a andança.. Entramos no restante das lojas da Oxford, Rejent, Selfridge, Shopping Liberty, e alguns outros lugares que eu esqueci o nome.
Saímos de Londres e fomos à Barcelona. Ficamos em um hotel delicinha. Olívia Plaza Hotel (aeeee cunha!! ) alí na Las Ramblas. Adorei o lugar, a cidade parece um museu a céu aberto, mas vamos combinar que as pessoas deixam a desejar. OK OK, acho que é porque eu estava em Londres antes, deve ser por isso. Mas bom, vamos falar de coisas boas: MODA, MODA e MODA!!
Gente, estou encantada com o próximo Verão. Ele será do jeitinho que eu gosto! FLORIDO E COLORIDO!!
Adoro o composê de estampas diferentes

Quem achava que essa onda setentinha iria embora, so sorry, ela está mais forte do que nunca. O lado glamouroso e sofisticado dessa década traz muitas fendas, bainhas assimétricas, decotes mega profundos e macacões abusados, predominando os frente-únicas.  Muitos laços nas blusas que acompanham as calças mais retas ou as carrots (calça cenoura – que tem volume maior no quadril e desce mais sequinha nas pernas).  Vimos muitas calças boca-de-sino/trompete, sempre com a cintura no lugar. E nossa, toda loja tinha uma calça palazzo (a calça pijama), lisa ou estampada, bem pijaminha mesmo, basicona com um elástico na cintura. Falando de calças, lembrei dos jeans que estão azulados, aquele azul forte lavado, sabe? Quando ele não está basicão, ele esta ultra carregado,  com strass, pedras, tachas e paetês. Lembra das batas ciganas? Elas estão de volta, com o ombro de fora. As túnicas que lembram, e bastante, as kurtas indianas (já que estamos aqui, vamo falar né?)

Isto não é uma saia longa, é a tal calça palazzo

 Afff, já ia me esquecendo, também, é tanta coisa... Vi muita camisa jeans:


Blocos de cores??? Só deu isso. Basta abrir uma revista que você vai entender. Lurex, paetês, lantejoulas, pérolas e pedrarias,  peles e plumas disputam para ver quem brilha mais que o Sol.


As listras com aroma do náutico


Outra tendência muito forte e que apareceu em todas as marcas, desde grandes magazines como marcas luxuosas, foi  a delicadeza das meninas camponesas, com seus aventais, jardineiras, shorts,  macacões , salopetes, vestidinhos e sainhas com cara de puro romance.  Lenços floridos no cabelo, e muita, mas muuuuuuuuita, quando eu digo muita, é porque é MUITA mesmo, ta gente? MUITA RENDA DE ALGODÃO E LAISE.  E nesse meio entram os bordados e crochês.  Sabe aquele enxoval de luxo com respiros nos anos 20 e 50? Ta com essa carinha. E as estampas? AFFFF, como eu já vi muito, vou me poupar para não sofrer mais um pouco, OK? Só digo uma coisa, estão demais de lindas, como nunca vi antes...


Ai Johansson, como você está bonitona!



Ai essa foto é a melhor.

O que apareceu também, mas não com tanta força como o que acabei de dizer, foi um clima tropical, estampas estilo rococó, cores fluorescentes, muitas listras misturadas com outros desenhos, macacos, bananas, laranjas, insetos, borboletas, passarinhos (que eu amo), flores gigantes, folhagens e ramos, e tudo muito colorido, principalmente azul royal, laranja, verde, amarelo e vermelho. Um quê de Brasil né?? Olha que isso pega por lá hein (por lá, porque eu estou aqui na Índia viu). Carmem Miranda pura!
Passarinhos que eu adoro

La frutaria


Vi os bichinhos, muito leopardo, como só Roberto Cavalli sabe fazer...

E  para a mulherada dar uma equilibrada, o mínimal também apareceu. Looks limpos, sóbrios e modernos. MUITOOO BRANCO e neutros, principalmente os beges rosados.


Vai ser difícil me controlar! E para vocês, amigas Gagas de plantão, boa sorte na escolha!!
Me despedi da Europa com o cartão bloqueado, e tendo que deixar algumas revistas no aeroporto... Excesso de bagagem. Ai gente, foi péssimo! E por pouco não tenho que deixar minha galocha verde que comprei por causa da chuva. Ufa. Foi por pouco.
beijinhos e depois continuo com mais viagens... NANANINANÃO, não acabou, ainda tem mais!

sábado, 2 de abril de 2011

Kuala Lumpur - Malaysia

Mal tirei as coisas da mala já tive que montar outra. Destino? Malaysia. Kuala Lumpur. Saímos dia 4 de março. Mais 5 horas de viagem...

Tivemos apenas um dia para conhecer alguns lugares. O Ga (meu maridon) tinha que trabalhar, afinal este era o propósito da viagem. E eu também tinha que mandar alguns desenhos para o Brasil. Então foco né?!  Mas tivemos o final de semana livre para bater perna.
Primeiro fomos conhecer  as “Petronas Twin Towers”, de 88 andares, com 452 metros (allllltas, muuito altas) e atualmente consideradas o terceiro edifício mais alto do mundo (pronto). Mas uma dica: se você tem pretensão de subir para conhecer deve comprar os tickets com no mínimo 3 dias de antecedência. Chegamos lá e não tinha mais. OK OK. Foi bonito ver la de fora.

Depois fomos visitar a Torre Menara, com seus 421 metros de altura. Aqui nós conseguimos subir. Elevador rapidinho, entupiu meus ouvidos. QUE VISTA LINDA LÁ DE CIMA!  Tiramos algumas fotos e descemos.

Depois disso fomos conhecer os shoppings da cidade. Quase fiquei maluca. Vááários! Um ao lado do outro.  E daqueles que deixa qualquer Iguatemi no chinelo (se é que eu posso comparar).  Por incrível que pareça me ajudou muito na pesquisa para a próxima coleção de Verão.
Depois em agradecimento por ter me acompanhado, fui conhecer um shopping só de eletrônicos. Com vários andares recheados de lojas e stands vendendo tuuuuuuuudo de computador, celular, som e afins. Coisas que eu nem sabia que exisita.

Bom, aqui na Malaysia eu fiquei mais tranqüila. Senti as pessoas mais educadas, mais acolhedoras. Adorei a maneira da mulheres se vestirem. A maioria usa o “hijab muçulmano” que é o véu que cobre toda a cabeça com uma abinha no final da testa...  Marquei bobeira, devia ter comprado um para mim.  E aí, quando eu fui procurar a respeito olha o que eu encontrei:
“...Eis os versículos que ordenam o véu da mulher Muçulmana:

“Ó Profeta, dize às tuas esposas, tuas filhas e às mulheres dos crentes que se cubram com as suas jalabib (uma roupagem exterior, uma longa toga, que cobria todo corpo); isso é mais conveniente, para que se distingam das demais e não sejam molestadas; sabei que Allah é Indulgente, Misericordioso.” (Al Ahzab 33: 59)

Num outro surah Allah afirma:

“Dize às crentes para que baixem os seus olhares, conservem os seus órgãos genitais e não mostrem os seus ziinah(ornamentos: quer dizer, não exibir as regiões corporais que, usualmente, recebem ornamentos: o pescoço, o colo, o rosto, os braços, os tornozelos. Há, implícita, a idéia de ornamentos naturais(o corpo) e artificiais.--.tanto a beleza natural como os ornamentos artificiais), além dos que (normalmente) aparecem; que cubram a totalidade do seu corpo com seus véus e não mostrem os seus ziinah (tanto a beleza natural como os ornamentos artificiais)) a não ser aos seus maridos, seus pais, seus irmãos, seus filhos, seus enteados, seus sobrinhos, às mulheres(muçulmanas), seus criados isentos das necessidades sexuais(impotentes) ou às crianças que não discernem a nudez das mulheres; que não agitem os seus pés, para chamarem a atenção sobre os seus ziinah (tanto a beleza natural como os ornamentos artificiais) ocultos. Oh crentes voltai todos arrependidos, a Allah, afim de que vos salveis.” (An Nur 24: 31)

Com esses dois versículos, pode-se concluir que a finalidade de véu e a ordem para que as mulheres se cobrissem na íntegra visa, em primeiro lugar, “..para que se distingam das demais..” uma vez que as nossas mulheres não são iguais às demais, a maior parte das quais ostentam os seus corpos e seus ornamentos, chamando assim atenção aos homens, o que dá azo a proliferação do sexo ilícito e promíscuo, para além de inúmeros danos que causam, quer de índole social, psicológico, econômico, político etc... e a outra parte do versículo explica a segunda razão porque as nossas mulheres têm que se cobrir, “...não sejam molestadas...” É sabido que a maior parte de violações e assaltos sexuais, e sexo ilícito têm a sua origem na forma como as mulheres se vestem. Por isso, a mulher mais explorada do mundo é sem sombra de dúvida aquelas que não praticam os ensinamentos Islâmicos ou como é a maior parte dos casos, as mulheres não-Muçulmanas.”
UAL!!
Além de ter visto a maior parte das mulheres em Kuala Lumpur usando este véu eu também vi mulheres que usam pouquíssima roupa. Fiquei impressionada com a facilidade de se encontrar uma prostituta. E em vários momentos eu ficava analisando, olhando para elas, seu semblante, seu olhar. E em muitas eu enxergava a tristeza. Fiquei chocada.
Consegui praticar bastante o meu inglês, conhecendo pessoas com sotaques do mundo todo. Saímos praticamente todas as noites e também fiquei impressionada em como eles investem em bares e baladas. Conheci lugares diferentes e lindos. Música muito boa.
Achei a comida diferente, não tão apimentada como na Índia. Mas também com o seu tempero forte. Calma pessoal, eu estou trabalhando este meu paladar.
Quando eu estava já me acostumando, tivemos que ir embora. Chegamos em casa dia 9 de março à noite, depois de mais 5 horas de viagem, já não sabia mais que horas e que dia eram, estava quase perguntando: “Onde estou? Pra onde que eu vou?”





segunda-feira, 28 de março de 2011

Nessas minhas andaças o que ando encontrando...

OBAAA!! De volta ao blog, que delí!!
Como alguns já sabem, já estou aqui na Índia e gostaria de postar aqui tudinho tudinho para dividir com vocês todas as minhas incríveis experiências. Então vou começar lá do comecinho, quando eu ainda estava arrumando minha mudança em São Paulo. Separando o que eu ia trazer pra Índia, o que ia guardar na casa dos meus pais em Ribeirão Preto, o que era doação e o que ia pro bazar da TH (muiiiiiiiita coisa foi pro bazar, rs). Nessa mexeção encontrei uma matéria da Vogue de não sei quando, sobre uma viagem à Índia, que eu queria muito postar aqui. Segue partes da matéria:
“ Uma viagem sem fim. Uma brasileira passa  quatro meses visitando projetos sociais na Índia e no Nepal. De volta à rotina paulistana, Laís Fleury conta porque continua viajando.”
Na matéria ela cita algumas palavras de um autor polonês, Ryszard Kapuscinski,  que diz o seguinte: “Uma viagem não se inicia quando se cai na estrada e não termina quando se chega ao destino estabelecido. Ela começa muito antes e, na prática, nunca termina, já que a fita magnética da memória continua girando na cabeça”. Fato!
Continuando a matéria...
“Não é difícil entender porque há tantas ONGs trabalhanso no Índia. Apesar da rica diversidade cultural e religiosa, há muitos problemas. Favelas enormes, algumas com 1 milhão de habitantes – a título de comparação, a Rocinha, a maior do Brasil, tem 250 mil. A água é escassa, e a maioria da população precisa coletá-la em poços públicos, quase sempre bem longe de suas casas.  O trânsito é caótico e sem regras. O lixo está nas ruas, dentro dos trens, onde as pessoas circulam. É raro encontrar uma lata de lixo pública. Mesmo para quem vem do Brasil, o caos da Índia assusta. Chegar da um pouco de desespero, de angústia. Os problemas são ainda mais gritantes que no Brasil, e você leva um tempo até se adaptar. A sensação é parecida como a de um soco no estômago. Leva um tempo para se adaptar. O contraponto dessa realidade desalentadora é o trabalho das pessoas maravilhosas  que tive a honra de conhecer e visitar por lá. Gente que faz diferença , que não se conforma com essa realidade.
Gente como Jyoti Mhapsekar, uma indiana de Mumbai de estatura baixa, enérgica, cabelos grisalhos. Sua ONG tenta resolver de uma vez só dois sérios problemas da Índia: o lixo e o preconceito contra mulheres que pertencem à casta mais baixa, a Dalit. Jyoti percebeu que, em vez de ameaça, o lixo poderia ser usado para melhorar a qualidade de vida e a auto-estima dessas mulheres. Ela organiza e treina as dalits para atuarem como catadoras de lixo. Também ensinou-as a reciclar e a vender o que é coletado, além de criar um sistema de microcrédito para que possam fazer melhorias em suas casas. O lixo é um drama tão sério na Índia, tão vivo no dia-a-dia, que ver o trabalho dela dá uma sensação de gratidão, de alívio por saber que existe alguém que se preocupa com um problema que cresce de maneira assustadora.
                Outra fellow que conheci, Beena Sheth Lashkari, também de Mumbai, tem o sorriso mais contagiante que já vi. É tão apaixonada pelo que faz, que sua energia parece inesgotável.  Graças a Beena, crianças de 3 a 18 anos, moradoras de ruas ou de favelas, passaram a estudar. Muitas trabalham no porto de Mumbai, limpam 2 kg de peixe por dia e recebem por isso apenas US$ 0,16 (é isso mesmo, menos de R$ 0,50) – de novo uma realidade parecida com a das cidades mais miseráveis do Brasil, só que bem pior. Beena percebeu que, se a escola não fosse atrás delas, essas crianças jamais estudariam. E partiu para ação. Acompanhei Beena a uma visita na favela onde foi implantada a primeira escola, 17 anos atrás. Era difícil acompanhar seu passo acelerado nas labirínticas e estreitas ruas de terra. Beena cumprimentava as pessoas com seu carismático sorriso, iluminado. Nítidos a intimidade e o amor por elas. A escola era uma pequena  sala de aula de dois andares e parecia um mundo à parte na favela, um lugar sagrado, talvez o único momento em que as crianças desfrutavam do direito de serem crianças de verdade. Para os meninos e meninas de rua, Beena criou um ônibus-escola com um programa de três anos de duração. Nunca vou esquecer quando estacionamos o nosso carro e vimos o ônibus parado do outro lado da rua, com um enorme adesivo: “School on Wheels”. Quando subi os degraus, me deparei com crianças sentadas em fila, com trajes manchados pela sujeira da rua, cabelos despenteados. Nas mãos, pequenas lousas e giz faziam as vezes de caderno e lápis. Ver crianças que não têm casa receberem educação emociona.
Foto: revista Vogue
                 Ainda sob a influência da presença quase mágica de Beena, sigo meu caminho. O destino é o sul da Índia. É hora de conhecer Padmanabha e Rama Rao, um casal de fellows que leva para escolas da zona rural os princípios da Rishi Valley, excelente escola de elite criada pelo filósofo Jiddu Krishnamurti (1895 – 1986). A dupla desenvolveu um currículo apropriado a alunos de diferentes séries, idades e gêneros, castas e idiomas, dando liberdade para a criança aprender em seu próprio ritmo. O material é pertinente ao estilo de vida e tradições locais – em vez de livros, são utilizadas cartilhas com uma “escada do aprendizado”: o aluno deve percorrer degrau por degrau até se formar.  Cada degrau corresponde a uma atividade. Numa das escolas fui recepcionada por crianças felicíssimas com a visita que veio de longe. Na porta uma placa: Sandra Danan (escola bonita, no dialeto local). A escola, na verdade, era uma pequena sala de aula, diferente das escolas rurais que conheci no Brasil graças à impressionante variedade de materiais para os alunos trabalharem.  Tudo, diga-se de passagem, coletado na comunidade. Parti renovada, cheia de esperança. Um lugar pequeno, escondido no mapa, onde a educação é prioridade, e as tradições, um patrimônio”.
                Achei essa matéria muito legal e também muito emocionante, um pouco forte né? Quando eu estava aqui lendo e escrevendo tudo isso, algumas vezes percebi que estava com aquele nó na garganta e senti vontade de conhecer essas pessoas mágicas...  Vou atrás, vamos ver o que consigo. Pra que Thaís??? Ah pessoal, de vez em quando é bom sentir esses soquinhos no estômago para se dar valor ao que se tem. É muito fácil sentar meu popô aqui na cadeira confortável,  passear e comer do bom e do melhor enquanto coisas desse tipo acontecem no mundo lá fora. E eu estou na Índia né caçaroles!  Gosto muito de ver o lugar com os mesmos olhos dos anfitriões e não simplesmente com a visão de turista. Isso é uma coisa que acho espetacular.  Sem falar que será especialmente emocionante se eu puder e conseguir contribuir para que o mundo, em especial agora a Índia, se torne um pouquinho melhor.   
                Saí de São Paulo na madrugada do dia 1 de março de 2011 e cheguei às 9:30h do dia 2. Retirando minhas 3 malas de 32 kilos cada, avistei o Gabriel Lá fora, no meio da multidão, me esperando. Foi emocionante. Uma sensação de alívio. “Que bom estar com você!”. Nossa, foi  muito bom, dá até vontade de reviver a cena só para sentir aquele mesmo prazer que senti. Chegamos em casa e tinha cartazes me desejando boas vindas. “Finalmente juntos!”.
               Agora meu endereço fixo é o da cidade de Gurgaon, a sexta maior cidade do estado indiano de Haryana, e o quarto maior subúrbio da grande Delhi. Localizada a 20 km da capital, Nova Delhi e a  10 km do Aeroporto Internacional Indira Gandhi. Pertinho. Quem quiser nos visitar não terá que esperar hooooras até chegar em casa. Eu sei como é querer estar em casa o quanto antes depoi s de uma viagem como Brasil – Índia!
clique na imagem para ampliar

                Então fica aqui o meu convite para que me acompanhem nessa viagem e em outras que andaram aparecendo e ainda aparecerão...
Beijinhos e Namastê!  

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Eu quero continuar


O que é aquele objeto sobre a pia do banheiro?
Alí, aquele objeto é um simples anel. Mas aqui ele é uma aliança.
Uma aliança que tem como verbo principal a palavra
CONTINUAR...
Continuar a te conhecer, dia após dia.
Continuar a querer dividir com você momentos de muitas alegrias e também
os momentos difíceis.
Continuar a esperar por você...
Continuar a querer.
Acreditar que você também conjuga este mesmo verbo.
Este objeto ou aquele papel
não valem nada.
O que vale é que nós dois queremos CONTINUAR...
Continuar o que começamos.

Thaís Helena

sábado, 20 de novembro de 2010

VOGUE NOVEMBRO

Faz tempo que comprei a última VOGUE e tb faz tempo que quero escrever sobre ela.
Sou muito sensível a imagem.
E essa capa me ganhou de primeira! Normalmente, quando não gosto da capa, só compro a revista por causa de alguma matéria interessante.
Essa eu comprei a capa e depois fui conferir o conteúdo.


O conteúdo está condizente com a capa!
Tem muita matéria bacana. Editoriais que me deixaram louca de vontade de sair às compras, anúncios saborosos de se ver e fotos lindas

Uma delas:

me vi...


e essa:
quando eu vi este look não exitei e olha só no que deu:

LÓÓÓÓGICO QUE EU COMPREI!


E pra quem quase não gosta de coisas na cabeça, amei a informação de que "OS TURBANTES SÃO OS NOVOS PANAMÁS!" QUE MARA! Estou indo pro lugar certo!


E para finalizar, quero parabenizar a galerinha publicitária. Estão arrasando nos anúncios. Nessa revista mesmo vi muito trabalho bonito.
Por aqui, me despeço com a campanha da Luis Vuitton, que está a cara do nosso próximo inverno, fiquem ligados amorecos!
Beijinhos




domingo, 17 de outubro de 2010

Burca ou Sári?

- Thaís, quando você for morar na Índia você vai ter que usar burca???

Algumas pessoas fazem essa pergunta. Então resolvi explicar um pequeno detalhe. Gente, eu estou indo a Índia, não ao Afeganistão. E na Índia a vestimenta feminina mais conhecida é o sári. Vejamos as diferenças entre uma burca e um sári.

A burca é uma veste feminina que cobre todo o corpo até o rosto e os olhos. É usada pelas mulheres do Afeganistão e do Paquistão. As mulheres usam a burca por uma questão religiosa, elas acreditam que o Alcorão, livro sagrado islâmico, exija que homens e mulheres devem se vestir e se comportar modestamente em público e também porque a comunidade religiosa Talibã, que comandou o Afeganistão nos anos 2000, impôs seu uso no país.

Burca
 
Já o sári é um traje comum entre as mulheres indianas. O sári é apenas uma graaannnnnnde peça de tecido (com cerca de 6 metros de). Este tecido pode ser colorido, estampado, bordado, com ou sem brilho. Ele é usado com uma mini blusa e é enrolado em volta do corpo, da cintura para baixo, ficando com a ponta caída sobre um dos ombros. Na maioria das vezes as barriguinhas das moçoilas ficam de fora. Acredito que esta veste ainda é comum na Índia por uma questão cultural, diferentemente da burca. As mulheres indianas tem mais liberdade, elas podem escolher usar um sári ou uma camisa com calça jeans.

Sári

Fico por aqui. Boa semana a todos!!

beijinhos

 

sábado, 9 de outubro de 2010

Como é estar longe da Índia??




Oi pessoas!

Continuo aqui, firme e forte!

Estou escrevendo este post para mostrar a todos como a minha ida a Índia mexeu com o meu espírito e minha alma. Sim! Mexeu, e ainda bem que mexeu, pois sou daquelas que pensam que tudo na vida é aprendizado e não importa se vou a Suíça ou a Etiópia, tenho certeza que algo muito bom irá acontecer comigo. Se eu voltasse de lá e falasse “Ah, foi legal” e simplesmente deixasse isso morrer dentro de mim não teria graça nenhuma.

Não basta aprender, tem que praticar.

E tudo que aprendi na Índia, tudo que vi e senti ficará registrado em um lugar muito especial.

E entender que apesar de toda dificuldade, os indianos, ainda assim carregam um brilho no olhar, um sorriso tão natural quanto o de uma criança, e tem força para continuarem, realmente isso não tem preço. E isso sim foi uma das maiores lições para eu trazer para casa.

E aqui registro o meu apanhado.

A Índia é uma caixinha de surpresas, onde cada lugar esconde um segredo que ao ser desvendado se torna fonte inacabável de inspiração, fonte inesgotável de idéias para a minha vida.

E aqueles que apostaram que eu não ia gostar, pasmem, eu me apaixonei! Mas eu entendo, tudo depende do ponto de vista de cada um. E como eu não sei reclamar sem antes tentar ver o lado positivo da coisa, pedi aos meus olhos que esperassem, e valeu a espera.

E só para registrar, gostaria de agradecer ao Gabriel, que fez com que meus dias na Índia se tornassem verdadeiramente mágicos e sem dúvida, inesquecíveis. TE AMO!

À Índia eu voltarei...